domingo, 15 de abril de 2012

EDITORIAL: A SUCESSÃO MUNICIPAL

*Clóvis Moré

O processo eleitoral está em curso.
Depois do anúncio de que o PDT vai realizar convenção com prévia entre Ângelo Malacrida e Rodolfo Seddig, para escolher seu candidato a prefeito e vice, as articulações para a escolha dos pretendentes ao cargo estão em andamento mais ostensivo.

E não podería ser diferente, eis que o prazo urge e o calendário eleitoral tem que ser cumprido para que tudo transcorra na legalidade e a justiça eleitoral é quem zela por tudo.

Ernane Erbella e João Monteiro reuniram 8 partidos na quinta-feira na residencia do prefeito para entendimentos visando coligações para o pleito. O PMDB é cabeça de chapa e o PSDB terá a vice-prefeitura em busca da reeleição.

Na reunião o prefeito disse que o encontro serviu para fortalecer a base já existente formada há seis anos e que participa do governo municipal, bem como convidar novos partidos para somarem no fortalecimento do grupo.

Esta afirmação, perfeitamente válida em têrmos políticos e em época pré-eleitoral, esbarra porém em um dos pontos cruciais do atual governo e que têm sido determinantes da certas críticas à administraçaõ municipal, principalmente no tocante à assessoria do chefe do executivo.

Ninguém questiona Ernane Erbella e sim o seu quadro de auxiliares, que apesar de não haver críticas de forma aberta e diréta, são feitas veladamente, pela ineficiência de certos setores no cumprimento principalmente das promessas de campanha do então candidato.

Muitos perguntam o porque da manutenção de certos auxiliares diretos do prefeito, que podem não ter preparo para os cargos e como não poderia deixar de ser diferente não apresentam desempenho que agrada.

Na própria base de vereadores, que dá sustentação ao prefeito, existe insatisfação, que tem sido manifestada de forma pessoal e nunca em votações daquilo que é enviado para o executivo.

Estes temas deverão ser recorrentes durante a campanha eleitoral, que se torna o momento propício para a exacerbação dos descontentamentos por ventura existentes.

Mas o que interessa no momento é que a Sucessão Municipal começa a andar, com a exposição pública do lançamento da campanha da dobradinha Ernane-João para disputar a reeleição.

O PT até agora não deu nenhuma indicação através dos seus porta vozes, sobre quem será o candidato, dizendo alguns que deverá repetir a dose da eleição passada. Sabe-se também que há articulações visando possíveis outras candidaturas, mas que esbarram no domínio dos partidos que certos grupos tiveram o cuidado de manter nos ultimos anos.

*Clóvis Moré é jornalista profissional

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